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Exportações de calçados caem!


Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que o mês de julho registrou queda nas exportações de calçados. Foram 8,6 milhões de pares embarcados que geraram US$ 78,6 milhões, números inferiores tanto em pares quanto em dólares no comparativo com o mesmo mês de 2015. Com isso, os exportadores acumularam 66,55 milhões de pares embarcados, o que gerou US$ 530,12 milhões nos sete meses do ano. Os números são 1,5% superiores em volume e 2,6% inferiores em receita no comparativo com igual período de 2015.

Segundo a entidade, a instabilidade da taxa cambial gera problemas nas negociações, ocasionando perda de rentabilidade para o exportador ou até mesmo cancelamentos em casos de desacordos.

Em julho, o principal destino do calçado brasileiro no exterior, os Estados Unidos, importaram 703 mil pares de calçados por US$ 18,5 milhões, quedas de 18% em volume e 1,6% em receita no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Com isso, no acumulado dos sete meses, os norte-americanos somaram 7 milhões de pares comprados por US$ 121 milhões, números superiores tanto em pares (18,2%) quanto em valores (14%) na relação com igual ínterim de 2015.

Importando 1,1 milhão de pares de calçados pelos quais foram pagos US$ 9,87 milhões em julho (quedas de 40,4% e 5,8% no comparativo com julho de 2015, respectivamente), a Argentina acumulou a importação de 4,43 milhões de pares por US$ 51,3 milhões, números superiores tanto em volume (21,3%) quanto em valores (39%) na relação com os sete meses do ano passado.

A grande surpresa do mês de julho foi o Chile, que ultrapassou França, Bolívia, Paraguai e Colômbia, e assumiu o terceiro posto entre os destinos do calçado verde-amarelo. No mês passado, os chilenos importaram 535,54 mil pares pelos quais pagaram US$ 5,84 milhões, 223,7% mais em volume e 78,8% mais em receita no comparativo com igual mês do ano passado. Já no acumulado, os chilenos seguem no sétimo posto entre os destinos, com 941 mil pares importados por US$ 18,47 milhões, 11% mais em volume e 2,6% menos em receita no comparativo com os sete meses de 2015.

A principal origem do produto exportado seguiu sendo o Rio Grande do Sul. No período, os gaúchos exportaram 15,35 milhões de pares por US$ 236 milhões, números que representam altas de 41% em volume e 11% em receita na relação com 2015. Atualmente quase 40% do total gerado com os embarques de calçados são provenientes das negociações do Estado.

Mesmo com a valorização recente do real sobre o dólar, as importações seguiram em queda no mês de julho. No mês passado, entraram no Brasil 1,5 milhão de pares pelos quais foram pagos US$ 22,55 milhões.

As origens das importações no período seguiram sendo os países asiáticos. Do Vietnã vieram 5,9 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 108 milhões, quedas de 40% tanto em volume quanto em valores na relação com os sete meses de 2015. A segunda origem foi a Indonésia, de onde o Brasil importou 2,27 milhões de pares por US$ 40,64 milhões, 51,4% menos em volume e 53% menos em valores no comparativo com 2015. A China seguiu no terceiro posto, com a exportação de 4,6 milhões de pares por US$ 23,36 milhões para o Brasil, números 7% inferiores em volume e 28% inferiores em receita na relação com o ano passado.

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações também registraram queda. Nos sete meses entraram no País o equivalente a US$ 27,5 milhões, 28% menos do que em 2015. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

A tendência é de que, com a valorização do real sobre o dólar, as importações cresçam nos próximos meses, prejudicando o resultado da balança comercial de calçados. “Para 2017, a tendência é de que o real valorize ainda mais sobre o dólar, o que deve prejudicar as exportações e, em caminho oposto, aumentar as importações de calçados”, prevê o executivo.

Acesse todas as tabelas em – http://www.abicalcados.com.br/midia/modulo-download/arquivos/14704249961840.pdf

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